Altair Hoppe >> Ingleses proibem anúncio retocado no Photoshop

Há duas semanas publiquei aqui um artigo sobre um projeto na França para inclusão dos créditos em fotos retocadas pelo Photoshop. Hoje, dei de cara no jornal O Globo, com mais um caso do gênero. Agora na Inglaterra houve a proibição de um anúncio com retoques generosos feitos pelo Photoshop. A peça publicitária trouxe uma foto da modelo Twiggy, de 60 anos, sem marcas de expressão, sugerindo que o produto que ela usa (um creme antirrugas), faz verdadeiros milagres no tratamento das rugas e das olheiras (olhe novamente acima a foto do anúncio e a original da modelo sem retoques – complicado, né?).

A suspensão se baseou no pedido de mais de 700 reclamações das consumidoras. Segundo a Advertising Standard Authority, que determinou a suspensão, o anúncio é “socialmente irresponsável” porque pode aumentar a percepção negativa que as mulheres têm do envelhecimento e da própria imagem. Além, de considerar a propaganda é enganosa, sugerindo soluções que o produto não faz. Em nota, a instituição afirmou: “Consideramos que os consumidores poderiam ter uma expectativa irreal em relação ao produto com base nestas imagens. As mulheres sabem que modelos são maquiadas e produzidas antes das fotos, mas não concordamos com imagens excessivamente tratadas em programas como o Photoshop.”

O fabricante do creme, a Procter&Gamble, respondeu dizendo que não achava que as imagens teriam tanto impacto, principalmente por se tratar de um produtos para mulheres mais velhas, geralmente mais bem-resolvidas com sua autoimagem. Além disso, a empresa lembrou que existe sempre “diferenças entre imagens feitas por paparazzi e as feitas por profissionais da indústria da beleza”. A P&G admitiu que os olhos de Twiggy foram “levemente” retocados no computador. Leia a matéria na íntegra no link: www.oglobo.com

O bicho vai pegar ainda mais quando essa discussão chegar nos retoques feitos em revistas femininas, que usam e abusam da remoção de marcas de expressão, textura de pele e formas do rosto e do corpo. Já pensou um ensaio inteiro da Playboy sem fotos retocadas?

10 Respostas to “Altair Hoppe >> Ingleses proibem anúncio retocado no Photoshop”

  1. […] Fonte: GLOBO.COM e BLOG ALTAIR HOPE […]

  2. Roberto Teixeira Says:

    Bom dia Amigo,concordo com o artigo,tivemos recente um ensaio da Suzana Vieira onde ela aos 67 anos,parecia ter 35…mas na analise da foto acima a um problema tecnico na foto a direita,a luz vem de cima causando tais sombras,evidenciando as rugas de expressão,mas continuo a concordar que estão exagerando no PS forte abarço

  3. Não sei não. Isso me lembrou proibição de mp3.

    • Altair Hoppe Says:

      Fabiano, de fato. O ideal seria fotógrafos, diretores de arte, agências e publicitários terem um ponto de equilíbrio entre o limite estético para o impacto junto aos leitores e a ação da informação na massa. Para nós, aqui no Brasil, esse tipo de proibição, acredito, que seja algo bem distante. A nossa cultura aqui é outra. Na Europa, é que o “bicho está pegando”. Começou na França, agora foi para a Inglaterra! Como são pólos no continente, pesno que isso vai se alastrar ainda mais por lá.

  4. estevan r. s. Says:

    Realmente, tudo tem um limite, mas uma Playboy sem PS seria complicado, creio que as vendes até cairam, ninguem gostaria de ver as celulites e estrias das mulheres que nela saem, os consumidores querem ver coisas agradáveis de se olhar hehehehe.

    • Altair Hoppe Says:

      Estevan, uma Playboy sem Photoshop seria muito engraçado! rsrsrs… acredito que um dia eles vão lançar uma edição especial falando que não há Photoshop no tratamento, mas até achar a modelo que não precise do retoque vai demorar um pouco. O modelo de beleza atual, tanto para homens como para mulheres não interessa ver estria ou celulite… está massificado demais! O negócio é encher os olhos com uma beleza ideal…

      • discordo. quando vejo, e quase nunca o faço, uma publicação da phaybly, fico triste em ver quanta ilusão é vendida ao público. lembro-me da hortência, muié melancia, e outras tantas “barangas” que quando aparecem lidissimas(ps em cima) de que aquilo é uma fráude.
        quando um homemcompra a revista,ele quer ver a mulher que ele tem tesão ou seja. ele compra gato por lebre ou obra de arte. que não é a verdade.
        truques fotográficos, técnicas de posicionamento e de maquiãgem, é válido. e ai entra a qualidade do fotografo. agora pegar uma mulher, colocar a bunda do lili, os seios de outra pessoa. esquecer de colcoar o umbigo, etc.
        é ofim da picada.
        por isto eu não perco mais meu tempo em ver estas revistas.
        para ver fráude ou óbra de criação de arte, prefiro ver a minha mulher, que aos 51, ainda esta linda.

  5. É um assunto delicado mesmo, principalmente neste caso, que se trata de cosméticos que influenciam diretamente na aparência das pessoas. Ou em caso de produtos – quem lembra do clássico “um dia de fúria”, que o Michael Douglas pede um lanche e ele vem diferente do que havia na foto. Tem que se ter muito cuidado, critério e, principalmente, bom senso.

    Em outros casos fantasiosos que o pessoal tem tanto falado, como a Playboy, não há tanto problema, pois não tem um produto que chegará às mãos do consumidor (pelo menos na maioria das vezes). Quem compraria uma Playboy da Fernanda Young ou da tal da Geisy sem Photoshop? Tá, eu apelei nesses exemplos, mas acho que é por aí. Ou então uma foto publicitária de um carro sem Photoshop? Dá até calafrio de pensar!

    Enfim, temos que ter bom senso no uso do Photoshop. Mas proibir… acho que não é por aí!

  6. pela lei do consumidor, a oferte tem que ser clara, objetiva, ou seja, sem ilusões ou sem maquiadiabolagens. rsrsrsr.
    ou seja voce tem que receber a coisa verdadeira, como esta na realidade.
    para mim, estas revistas masculinas deveriam ser vendidas como, e estar bem claro nas capas, “obras de arte digital”
    quando vejo aquelas mulheres sem nenhum tipo de cicatrizes ou maquinações, me sinto enganado.
    vou dizer o porque da minha revolta.
    a vários anos, saiu uma revista uma atriz. que era na época o desejo nacional.
    em seguida entrou em cartaz um peça, em que ela atuava que se chamava. delicias de um descasado, e eu e minha esposa fomos assistir.
    pois bem.
    na revista. a atriz aparecia com pernas longas e finas, esguias, sem nenhum tipo de defeito. um rosto limpo e uma pele maravilhosa. uma mulher esguia.
    quando chegamos ao teatro, eu sentei na zona do gargarejo. e era um teatro de arena, ou seja sentei na primeira fila que era no nível do palco.
    ao começar a peça, entrou uma moça, de babydoll, semi nua, ou seja de calcinha, sem sutiem, com o baby doll cobrindo o corpo, atuando, e ficou a 30cm da minha cadeira. e de mim, era uma moça baixinha, de pernas curtas e rolissas, cheia de sardas, tinha uma bela cicatriz na parte de traz do joelho. era bonitinha, mas para mim simples e desconhecida.. pois bem, eu olhei, olhei, e depois de algum tempo comentei com minha mulher: cade a fulana. e minha mulher falou: é esta ai na sua frente.
    e eu ao olhar bem, reconhecia que realmente tinha sido enganado pela revista, pois era a atriz, semi nua, a nemos de 50cm de mim.
    nunca mais comprei as tais revistas masculinas
    para mim, estas revistas, da forma que são vendidas, não passa de fraude.

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