Arquivo para 3D

Altair Hoppe >> Veja os vídeos com os novos recursos do Photoshop CS5

Posted in Photoshop, Vídeos with tags , , , , , , , , , on abril 12, 2010 by Altair Hoppe

O Photoshop CS5 está incrível! Cheio de boas novidades e aprimoramentos. A Adobe lançou oficialmente a nova versão agora a pouco nos Estados Unidos. Além de comandos novos impressionantes, comandos antigos, que precisavam de aprimoramentos, foram lembrados e remodelados pela Adobe. Daqui pra frente nossa vida na edição ficará muito mais fácil. As principais novidades são: Puppet Warp (mudança de posição objetos), Content-Aware Fill (remoção de objetos), Grain (simulação de grãos), Reduce Noise (redução de ruído), Merge to HDR Pro (criação de imagens HDR), Lens Correction (correção de distorção de lentes), Repoussé (para 3D) e Refine Edge (para seleção de cabelos e objetos). Veja alguns vídeos abaixo do novo Photoshop CS5 em ação divulgados pela Adobe. No decorrer desta semana, postaremos mais vídeos mostrando os novos recursos. Nota! A Adobe ainda não liberou no seu site a versão Beta para testes. Assim que isso acontecer, publicaremos aqui no blog.

Vídeos dos novos recursos do Photoshop CS5:

Content-Aware-Fill – Edição rápida de imagens

Refine Edge – Seleção rápida e precisa de imagens

Grain e Vignetting – Inserção de grão e vinheta

Repoussé – Volume em 3D

3D – Materials – Edição de materiais em 3D

Puppet Warp – Alteração de rotação de objetos

Avatar, uma revolução muito além do cinema

Posted in Photoshop with tags , , , , , , on dezembro 22, 2009 by Altair Hoppe

Quem está com medo do fim do mundo em 21.12.2012, segundo o calendário Maya, pode ficar tranquilo. Para mim, o mundo acabou dia 19.12.2009. Foi nesse dia que assisti o filme Avatar, num cinema 3D. Gente, socorro! O filme é uma revolução sem precedentes. Foram criadas novas câmeras especialmente para filmar o universo criado por James Cameron, que esperou 15 anos para ter a tecnologia necessária para tirar o roteiro de Avatar da gaveta e por nas telonas. Saiba mais neste link: http://g1.globo.com.

Quando entrei no cinema e recebi os óculos 3D não botei muita fé. Imaginei que as cenas 3D seriam boas, mas nada além disso. Quase morri só na entrada dos trailers antes do filme. A qualidade das cenas é impressionante. Parece que a cena está na sua frente. E quando começou o filme, nossa! Levei susto, fiquei com medo de altura e tudo mais. A sensação é que entramos dentro de cada cena. Uma experiência única! Quando cheguei em casa, liguei a TV, bateu uma depressão bem grande ao ver o mundo no formato antigo, sem profundidade. Mas o que isso afeta o resto da imagem?

Bem, sempre sugiro em palestras, workshops e eventos de fotografia, que devemos nos alimentar do cinema, do teatro e de toda cultura ao nosso redor para inspirar e fortalecer nosso processo de edição, como habitualmente fazemos com livros, revistas e sites. Devemos estar antenados no mundo externo para criar o nosso próprio mundo, a nossa própria visão, misturando nossa experiência, nossa sensação, nossa criatividade com aquilo que nos cerca. Por isso, penso que Avatar será o combustível para uma revolução bem maior que nas telas de cinema. Que haverá um boom de filmes 3D, que as televisões, em breve, devem adotar a exibição também nesse formato é bem óbvio. No mercado das imagens estáticas, impressas em revistas, por exemplo, creio que teremos imagens 3D em livros, peças publicitárias e até conteúdo editorial. Só não sei se veremos isso com a ajuda dos óculos 3D ou a olho nu mesmo. E isso, com certeza, irá afetar o nosso processo de edição de imagens. Você já tentou simular um efeito 3D no Photoshop deslocando os canais de cor verde e magenta? Bem, esse é o processo antigo, mas após Avatar, em breve, teremos mecanismos mais avançados para transformar imagens bidimensionais em tridimensionais. É apenas uma questão de tempo. Se você acha que isso é muita ficção, na PhotoImageBrazil deste ano, a Fuji lançou a câmera FujiFilm FinePix Real 3D W1, uma câmera fotográfica que capta imagens em 3D (saiba mais neste link: www.terra.com.br).

O que foi usado na produção e filmagens de Avatar:

Motion capture – A tecnologia em “motion capture” – que transfere os movimentos e expressões de um ator para as telas em forma de imagem digitalizada – vem sendo aperfeiçoada desde o lançamento de O Expresso Polar (2004), de Robert Zemeckis. Com Avatar, ela toma novos rumos. O nível de perfeição atingido por James Cameron na composição das criaturas alienígenas do filme é alto. Quando colocados lado-a-lado, humanos e os extraterrestes de Pandora não parecem tão distantes. As expressões conseguidas são semelhantes às de atores frente a uma câmera normal. Tal trabalho foi realizado com o auxílio de um capacete, acoplado a uma câmera, criado especialmente para captar esses movimentos. Cameron disse que optou por esse sistema pelos avanços trazidos em personagens como por exemplo, Gollum (O senhor dos anéis , King Kong e Davy Jones de Piratas do Caribe)

3D estereoscópico – Até o momento, nenhum filme havia trabalhado com o 3D de forma tão impressionante quanto Avatar. Parte desse resultado veio com a criação de câmeras menores do que os trambolhos utilizados atualmente para filmar o gênero. Com essas pequenas preciosidades, o diretor pôde aprofundar a captação de imagens, melhorando também os movimentos e a profundidade do cenário. Em determinado momento do filme, mosquitos aparecem no meio da selva de Pandora. Sim, eles vão te incomodar um tanto, como se fossem reais, especialmente se conferir a produção nas salas IMAX de São Paulo ou Curitiba.

Cenários virtuais – A animação não será mais a mesma após Avatar. Filmes recentes, como Up – Altas Aventuras e Os Fantasmas de Scrooge, parecem bastante atrasados, tamanha a profundidade de cenários que Cameron consegue exibir. Para isso, foi necessário encomendar uma câmera nova ao estúdio Weta Digital, que pertence a Peter Jackson (O Senhor dos Anéis). Ela funciona desta maneira: enquanto os atores atuam diante do fundo verde, o diretor pode vê-los já interagindo com os cenários criados em computador. Um tremendo avanço se comparado às tecnologias atuais, que rodam as cenas e só depois incluem os efeitos. Se o cineasta for bom, a hipótese de ver um personagem mirando qualquer coisa menos aquilo que está ao seu redor – como já aconteceu em 2012, com John Cusack – é quase nula.

Por tudo isso, bem-vindo ao novo mundo, a um novo ciclo da imagem!