Altair Hoppe > Como diagramar álbuns de casamento no Photoshop

Postado em Photoshop, Vídeos com as tags , , , , , , , em fevereiro 9, 2010 por Altair Hoppe

Um recurso pouco explorado no Photoshop, os Smart Objetcs (Objetos Inteligentes) permitem diagramar álbuns de casamento, por exemplo, de forma muito rápida. E isso é um elemento importante para quem, normalmente, corre contra o tempo por causa do grande volume de edições e montagens. Com essa técnica, com certeza, seu fluxo de trabalho será muito mais ágil e eficiente. Assista a vídeo-aula e bom trabalho!

Altair Hoppe >> Aperitivo do novo Photoshop CS5

Postado em Photoshop com as tags , , , , , em fevereiro 6, 2010 por Altair Hoppe

Ele está chegando! A Adobe anunciou que em abril teremos a nova versão do Photoshop, o CS5. O burburinho já está espalhado pelo mundo inteiro. Bastou a Adobe lançar um vídeo com alguns dos novos recursos do Photoshop CS5, que está em fase final de produção, para que o mundo da edição e tratamento ficasse enlouquecido. Eu, também, é claro!!! E a pergunta que não pára de soar em nossa cabeça é: será que teremos novidades para deixar mais simples a nossa tarefa de editar e tratar imagens. E ao que parece, o Photoshop CS5, de fato vem forte nesse sentido. Nas novidades apresentadas no vídeo abaixo, você poderá ver novos recursos de pintura e distorção de imagens, como a ferramenta Warp, que foi redesenhada e ficou muito mais eficiente. Mas por enquanto é só um aperitivo da nova versão, que deve ser lançada oficialmente em abril de 2010, com um pouco de sorte e surpresa um pouco antes, como aconteceu com o Photoshop CS4, que foi lançado em dezembro de 2007. Qualquer novidade da versão beta vou postar por aqui! Por enquanto, aprecie o vídeo demonstrativo.

Altair Hoppe >> Criando backgrounds e padrões no Photoshop

Postado em Photoshop, Tutoriais com as tags , , , , , , , , , , , , , , , em fevereiro 2, 2010 por Altair Hoppe

Quando estamos elaborando um folder, catálogo, peça publicitária ou fazendo a edição de um álbum fotográfico, nem sempre os elementos fotográficos permitem a finalização do trabalho. Às vezes, precisamos criar fundos, texturas e padrões para aplicar na composição do layout. Nesta lição, vamos mostrar como criar no Photoshop os backgrounds, que, se bem elaborados, aumentam muito a qualidade final do trabalho destacando melhor os elementos principais da criação.

A maneira mais simples e tradicional de criar um background é preencher a camada com uma cor sólida, um gradiente de duas cores ou aplicar efeitos de mesclagem e distorção sobre uma fotografia. Sem muito esforço e criatividade obtemos fundos bem interessantes. Mas quando precisamos de um background personalizado, a tarefa é mais difícil. Neste tutorial, vamos nos deter nas dificuldades. Veja como fazer no seguinte passo-a-passo.

Crie um novo arquivo pelo menu Arquivo > Novo / File > New nas seguintes dimensões: 1800 por 2400 pixels eom 300DPIs. Nosso objetivo é criar um background para aplicar no fundo de uma publicidade. Selecione a ferramenta Letreiro Retangular / Marquee (M) e crie uma seleção em forma de barra. Defina uma cor de primeiro plano e preencha. Neste exemplo, usamos um violeta escuro. Duplique essa camada com o atalho Ctrl J. Com a ferramenta Mover / Move (V) arraste a barra duplicada bem ao lado da outra. A seguir, acesse o comando Matiz/Saturação / Hue/Saturation com o atalho Ctrl U. Ligue a opção Colorir / Colorize e crie um tom ligeiramente mais claro (fig. 1).

Agora mescle as duas camadas com o atalho Ctrl E. Neste ponto, temos duas pequenas barras lado a lado. Em vez duplicar e arrastar manualmente essas barras até preencher todo o fundo, vamos automatizar essa tarefa criando um Padrão / Pattern. Um padrão é uma imagem repetida ou colocada lado a lado para preencher uma camada ou uma seleção. O Photoshop possui uma série de padrões predefinidos, mas que, normalmente, não servem para muita coisa. Por isso, precisamos criar nossos padrões personalizados. Com as barrinhas prontas, pressione a tecla Ctrl e dê um clique na miniatura das barras na paleta Layers. Observe que é criada uma seleção ao redor das barras. Depois copie (Ctrl C), crie um novo Arquivo (Ctrl N) e cole as barras (Ctrl V). A seguir vá ao menu Editar > Definir Padrão / Edit > Define Pattern. Digite um nome para o padrão na caixa de diálogo (fig. 2).

Pronto, a parte mais difícil está finalizada. Volte ao arquivo original para executar a parte mais divertida. Crie uma nova camada e acesse o botão Criar Camada de Ajuste ou Preenchimento / Create a new fill or adjustment layer na base da paleta Camadas / Layers e selecione o comando Padrão / Pattern (fig. 3).

Automaticamente, o comando Padrão seleciona as suas barras e preenche toda a camada. Se necessário, podemos alterar, por exemplo a escala, que aumenta ou diminiu o tamanho das barras (fig. 4). Prático, não!

Após preeencher a camada com a padrão, você pode aplicar filtros de distorção como o Twirl / Redemoinho, que está no menu Distort (Distorção) ou o filtro Polar Coordinates (Coordenadas Polares). Com o fundo pronto, aplicamos uma foto como sugestão de arte. Veja o resultado na figura 5. Através desse método podemos criar backgrounds maravilhosos de forma rápida e precisa. É uma questão puramente de criatividade, ou às vezes, necessidades do dia-a-dia.

* Este tutorial originalmente publiquei no livro Adobe Photoshop para Fotógrafos, Designers e Operadores Digitais – Volume 3, mas como recebi muitos pedidos de como fazer padrões e backgrounds (fundos) no Photoshop estou republicando por aqui no blog.

Altair Hoppe >> Plug-in do Photoshop para simular grão de filme

Postado em Photoshop, Tutoriais com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , em janeiro 28, 2010 por Altair Hoppe

Foto: Juliana Hoppe / Modelo: Carla Oliveira

Se existe um bom motivo para sentir saudades da fotografia analógica, com certeza, esse motivo é o tipo de grão formado pelos filmes. Apesar de cada vez mais raro, cada vez que vemos uma imagem granulada digitalizada ou impressa numa exposição ou revista, primeiro ficamos boquiabertos olhando cada detalhe da fotografia. Aqueles minúsculas grãos que formam a imagem nos prendem e tiram nosso fôlego. É uma linguagem que a fotografia digital deixou para trás. Inclusive, grande parte dos fotógrafos ficam arrepiados quando aparece o ruído digital nas suas imagens. Mas nem tudo está perdido, e não precisamos voltar a fotografar com filmes para incluir grãos realísticos nas fotografias digitais. Mas você pode estar se perguntando: para que ter imagens digitais com grãos? Simples: diversidade de linguagem fotográfica. Assim, podemos com variação de textura nas imagens, dar mais movimento e dinâmica em álbuns de casamento, books e ensaios. Imagine, um álbum inteiro com imagens lisas e coloridas! Não seria muito criativo, com risco de se tornar monótono. Então, a ideia é mesclar fotos coloridas com preto-e-branco, imagens lisas com imagens com grão. Essa mistura de linguagens dá movimento e equilíbrio ao trabalho entregue para noivos, modelos, agências e publicações. Nesta edição apresentar um plug-in fantástico para transformar suas imagens em verdadeiras obras de arte.

No Photoshop, há várias versões temos no menu Filter (Filtro) um comando chamado Add Noise (Adicionar Ruído), que teria o objetivo de simular os grãos nas imagens digitais. Contudo, se comparado aos grãos de filmes, esse filtro não gera um efeito com perfeição. É bom, mas não é excelente. E quando os filtros nativos do Photoshop não resolvem, precisamos recorrer aos plug-ins. Os plug-ins são programas com funções específicas desenvolvidos por outros fabricantes, e que podem ser instalados dentro Photoshop como se fossem filtros adicionais do programa. Há plug-ins para recorte de cabelos, suavização de pele, criação de efeitos diversos, e claro, simulação de grãos.

Um dos plug-ins mais precisos para geração de grãos é o Alien Skin Exposure. Ele reproduz grãos realísticos dos filmes, modelando o tamanho, a forma e os tons dos grãos de inúmeras marcas de filmes e modelos de filmes, como Ilford Delta 3200, Kodak TRI-X 400, Kodak T-MAX 3200 e muitos outros.  Depois de instalar o plug-in na pasta Filter (Filtros) do Photoshop, abra o programa, selecione uma imagem e vamos simular os grãos. Veja a figura 1. Uma imagem colorida de um ensaio sensual.

Para torna-la mais interessante vamos usar o Exposure para adicionar os grãos. Vá no menu Filter / Alien Skin Exposure 2. Veja que dentro deste menu temos a alternativa de trabalhar com filme colorido ou preto-e-branco (figura 2).

Neste exemplo, vamos selecionar Black and White Film. Ao abrir a caixa de diálogo, temos uma lista de filmes preto-e-branco de diferentes características: com grão, sem grão, com baixo contraste com grão, com baixo contraste sem grão, entre outros (figura 3).

Para este tutorial, selecionamos o B&W Films. Ao clicar neste menu, o Exposure abre uma lista de filmes Agfa, Fuji, Ilford e Kodak, de diferentes ISO e modelos. Coloque o zoom de visualização em 100% e escolha um dos filmes, com a granulação mais lhe agrada (figura 4). Desta forma, as características do filme são aplicadas a imagem.

Caso precise personalizar o tamanho do grão, contraste, intensidade de cada canal de cor, selecione os menus adicionais: Color, Tone, Focus, Grain e IR, ajustando os controles conforme sua vontade (figura 5).

Após alguns minutos você terá em sua tela uma imagem muito mais interessante, e que com certeza, irá surpreender seus clientes. Compare a figura 1 com a figura 6 e sinta as diferenças de textura e linguagem.

Mas atenção! Antes de aplicar esse efeito, remova com a ferramenta Clone Stamp ou Healing Brush todas as imperfeições, expressões ou elementos indesejáveis da imagem. Fazer essa tarefa depois da aplicação do Exposure pode comprometer a qualidade final da imagem. Após aplicar o efeito de conversão, como acabamento, podemos aplicar vinheta, refinar nitidez, sombras e realces.

* Publiquei também este artigo na edição deste mês ( janeiro/2010) da revista Fotografe Melhor, onde colabor como colunista.

Altair Hoppe >> Monitor para tratamento de imagens no Photoshop e Lightroom

Postado em Photoshop com as tags , , , , , , , , , , , em janeiro 25, 2010 por Altair Hoppe

Uma dúvida muito comum entre fotógrafos, publicitários, designers e profissionais de imagem é: qual monitor é mais indicado para o tratamento de imagens? Qual é a melhor marca? Aderir ao LCD ou voltar ao CRT? São dúvidas e mais dúvidas. Neste post, vamos responder algumas dessas perguntas. Bem, primeiro o tipo de monitor. É fato que os monitores CRT, de tubos, davam uma qualidade muito boa. E quando migramos para o LCD, todo bonitinho, sentimos muito a diferença da imagem na tela para a imagem impressa. E isso é uma característica comum nos monitores LCD padrão do mercado. É fato que os tons ficam mais claros por causa da alta luminosidade da tela. Sem falar de outros problemas dos LCDs, mas não podemos voltar no tempo e não se adaptar as novas tecnologias. Por isso, é bom saber como escolher um monitor LCD para o tratamento profissional de imagens. De forma sintética, temos 3 tipos de painéis LCD:

TN (Twisted Neumatic): são baratos, rápidos, baixa fidelidade de cores e com péssimo ângulo de visão. Portanto, inadequados para tratamento de imagem (95% dos monitores do mercado são dessa categoria).

VA (Vertically Aligned): são melhores que os TN em ângulo de visão e fidelidade de cores, mais caros e mais lentos. Há algumas  variações do VA, como o PVA, MVA, S-PVA.

IPS (In-Plane Switching): o melhor e mais caro. Os ângulos de visão são excelentes, possuem grande fidelidade das cores e custo elevado. Os melhores monitores do mundo usam versões dessa tecnologia.

Como base na tecnologia empregada nesses tipos de monitores, temos condições de selecionar modelos para tratamento profissional. Os monitores mais badalados são os da Eizo e Lacie. Mas o preço deles não oferece um bom custo-benefício, principalmente, para quem não tem recursos sobrando para investir. Se tiver, ótimo! Minha sugestão leva em conta realidade do mercado, preço e qualidade, inclusive utilizada e aprovada por inúmeros fotógrafos e profissionais de imagem. Por tudo isso, minha opção é o o monitor Dell UltraSharp U2410, que substituiu o WFP 2408. Esse monitor LCD é ideal para estúdios fotográficos, de editoração, design e animação. Suas cores são vibrantes e realistas, e é capaz de distinguir inclusive tons de cinza muito claros. A taxa de profundidade de cores é de 1,07 bilhão. O produto também oferece regulagem de altura da tela, assim como inclinação e ajustes para as laterais. Além disso, conta com portas Display Port, DVI-D, HDMI e VGA. A resolução máxima da tela é de 1920×1200 pixels. E melhor ainda é o preço do Dell UltraSharp U2410 de 1.959 reais.

Especificações:
Tamanho da tela: 24”
Resolução: 1920 X 1200
Profundidade de cores: 1,07 bilhão
Processamento Interno: 12 Bits
Tipo de Painel: H-IPS (In Plane Switching)
Tempo de Resposta: 6 ms
Conectividade: Displayport, HDMI, 2X DVI, Component, Composite
Características ergonômicas: Altura ajustável

Para quem trabalha com mercado profissional, investir num equipamento como este é indispensável. É um investimento que reduz custos de refação e tempo de reedições. Embora, vale ressaltar que, mesmo como um monitor de boa qualidade, jamais dispense um colorímetro para calibrar o equipamento. Se achar o U2410 ainda muito caro, então opte pelo Dell 2209WA, que custa pouco menos de mil reais.

Altair Hoppe >> Agenda de workshops de Photoshop em 2010

Postado em Lightroom, Photoshop, Workshops com as tags , , , , , , , , , , em janeiro 21, 2010 por Altair Hoppe

Fechei essa semana a agenda de workshops para o primeiro semestre de 2010. Serão 6 etapas nas seguintes cidades: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Brasília. Ao contrário de 2009, este ano o evento terá 2 dois num total de 16 horas/aula. A mudança visa aumentar ainda mais o volume de informações, além de ampliar o tempo para detalhar e esmiuçar melhor cada ferramenta e tutorial. O conteúdo principal é o Photoshop CS4 e o Lightroom 3, onde mostraremos como organizar, editar e tratar fotografias de forma rápida e precisa. O workshop Photoshop CS4 Avançado com Altair Hoppe terá como parceiros a Indimagem, Canson e Solução e Imagem que levarão aos participantes nos intervalos do workshop soluções para impressão, encadernação e tipos de papéis para estúdios e fotógrafos de casamento. As inscrições já estão abertas no site da iPhoto Editora para as primeiras etapas: http://www.iphotoeditora.com.br.

Altair Hoppe >> Suavizar e corrigir marcas e expressões da pele

Postado em Photoshop, Tutoriais com as tags , , , , , , , , , , , , em janeiro 20, 2010 por Altair Hoppe

No Photoshop, além das ferramentas Recuperação do Pincel e Correção (J), que removem manchas e rugas direto na fotografia, o fotógrafo dispõe de mais duas maneiras de tratar imperfeições na pele. Nessa tutorial vamos descrever como usar o comando sujeira e rabiscos e as máscaras para atenuar manchas e marcas, carinhosamente, conhecidos, como pés-de-galinha.  Observe a figura 1.

Note as marcas e pés-de-galinha ao redor dos olhos, acima do nariz, nas bochechas e queixo. Iniciamos o processo de recuperação duplicando a camada com o atalho Ctrl J. Em seguida, acessemos o menu Filtro > Ruído / Filter > Noise e o submenu Sujeiras e Rabiscos / Dust & Scratches. Configuramos as opções de raio e limiar até que as marcas desapareceram do rosto (fig. 2).

Agora criamos uma máscara, pressionado a tecla Alt e clicando no ícone Adicionar máscara de camada / Add Layer Mask, que está na base da paleta Camadas / Layers (fig. 3).

Quando fizer isso, não se assuste. Todos os defeitos do rosto aparecem novamente. A mágica será feita em cima da máscara preta. Selecione a ferramenta Pincel / Brush (B), defina um pincel bem suave na barra de opções e escolha a cor branca como cor de primeiro plano. Agora passe o Pincel em cima de todas as áreas com manchas e rugas. Veja que os defeitos vão sumindo. A vantagem nesse processo é que podemos estabelecer a opacidade do pincel na barra de propriedades da ferramenta (fig. 4) e atenuar mais ou menos as manchas de acordo com a nossa vontade.

A figura 5 mostra a recuperação concluída. Esse é um método simples, rápido e eficiente, principalmente quando temos muitos imagens para corrigir marcas de expressão. Caso não goste do efeito com o Dust & Scratches, você pode alterar o filtro de desfoque para Mediana / Median, Desfoque Gaussiano / Gaussian Blur ou Desfoque de Superfície / Surface Blur.

Altair Hoppe >> Como simular grão de filme?

Postado em Photoshop, Revistas com as tags , , , , , , , , , , em janeiro 18, 2010 por Altair Hoppe

Já está nas bancas a nova edição da Fotografe Melhor / Janeiro 2010 com mais um artigo de Photoshop de minha autoria. Nesta edição, mostro como é possível simular grão de filme com perfeição através de um plug-in chamado Alien Skin Exposure (veja alguns exemplos no site: http://www.alienskin.com/exposure/exposure_examples.aspx). Muitos fotógrafos de estúdio, casamento e fotojornalismo possuem verdadeira adoração pelo ruído dos filmes de película, mas até então com os comandos do Photoshop (Add Noise e Film Grain) e do Lightroom era difícil simular com precisão a textura em imagens digitais. Mas com a aplicação do Exposure o resultado é incrivelmente realístico. Quem me falou sobre esse plug-in foi o fotógrafo Reinaldo Martins, um dos grandes fotógrafos de casamento do Brasil. Fiz uns testes e fiquei impressionado. Vale a pena conferir. A Fotografe Melhor custa R$ 10,90 e está nas bancas de todo o Brasil.

Além da coluna de Photoshop, a revista traz uma matéria bem interessante com dicas para produzir fotos de sensualidade. Na matéria imagens de atrizes e celebridades como a Mulher Samambaia, do Pânico na TV e Viviane Araújo feitas pelo fotógrafo Marcos Serra Lima, que revela como é dirigir ensaios bem apimentados.

Altair Hoppe >> Crédito no uso do Photoshop

Postado em Photoshop com as tags , , , , , em janeiro 16, 2010 por Altair Hoppe

Durante um bate papo com o mestre dos retratos Luiz Garrido, ele levantou um questionamento sobre o uso do Photoshop em massa em fotografias e a alteração do conceito do que é realidade… ele citou um caso que está acontecendo na Europa, especificamente na França, onde um projeto de lei quer exigir rótulos de alerta quando as fotos são retocadas no Photoshop, tanto no conteúdo editorial de revistas e jornais, como também em anúncios publicitários. Os infratores, segundo a lei, terão que pagar mutlas que variam de 37,5 mil, a US$ 55 mil.

O principal motivo da lei, é claro, é a preocupação com a massificação desse tipo de estética construída via Photoshop e a influência disso na sociedade, leia-se, mulheres. Segundo os autores esse tipo de conceito acaba pressionando o mundo feminino a atingir o conceito estampado em capas de revista através de lipoaspiração, intervenções no nariz, boca, olhos, sobrancelhas, seios, bumbum e mais um milhão de cremes para a pele ou maquiagem para esconder manchas, cicatrizes, etc.

No Brasil ainda não chegamos nessa discussão, mas o futuro nos aguarda. Por enquanto, apenas no meio publicitário se discute a co-autoria em imagens entre fotógrafos e manipuladores. Aproveitando o gancho para ver da lei francesa, o que você acha da imagem abaixo da Madonna? O que é melhor ou vende mais: a realidade ou um conceito abstrato? Perguntas pra pensar: a indústria da moda, beleza e publicidade vive sem o Photoshop? Ou, o consumidor compraria revistas ou produtos sem qualquer interferência do Photoshop, ou seja, a realidade nua e crua. Vale a pena refletir.

Madonna sem e com o uso do Photoshop

Altair Hoppe >> Magreza exagerada não é culpa do Photoshop

Postado em Photoshop com as tags , , , , , , , , , em janeiro 14, 2010 por Altair Hoppe

No final de 2009, um anúncio da Ralph Lauren (imagem acima) pôs ainda mais combustível nas discussões sobre o uso abusivo do Photoshop. Veja que a modelo está superesquelética, muito, mas muito além dos já exagerados padrões de beleza exibidos em passarelas ou em anúncios. Neste caso, a manipulação chega a níveis de aberração. Observe que há uma desproporção enorme entre o tamanho do corpo (cintura, braços e pernas) e da cabeça da modelo.

Você deve estar se perguntando, mas quem é a Ralph Lauren? Com certeza, você já viu ou vestiu uma das peças desta gigante da moda. Seu produto mais conhecido talvez seja a clássica camisa pólo. A empresa é proprietária de marcas como POLO, CHAPS, LAUREN e Club MONACO, possuindo 390 lojas próprias (286 nos Estados Unidos e mais 104 espalhadas por 31 países), além de ter seus produtos vendidos em grandes lojas de departamentos e multimarcas ao redor do mundo, empregando 14 mil funcionários. Segundo a consultoria britânica InterBrand, somente a marca POLO RALPH LAUREN está avaliada em US$ 3.04 bilhões, ocupando a posição de número 99 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. Por isso mesmo que o anúncio gerou tanta polêmica.

E aqui vale uma análise. Sempre que ocorre esse tipo de caso o senso comum diz que a culpa é do Photoshop. E isso não é verdade! Nenhuma manipulação é culpa ou mérito do Photoshop. O fato do Photoshop permitir a execução de retoques não significa que ele é o responsável. Se não existisse o Photoshop, com certeza, diretores de arte, imagemakers, produtores, editores de imagens e manipuladores buscariam outros mecanismos para compor as imagens e manipular. A intenção de estabelecer determinada estética é uma decisão puramente nossa, humana. O Photoshop é apenas uma ferramenta facilitadora do processo, mas somos nós que estabelecemos o limite da sua aplicação. O mesmo vale para manipulações e suavizações de pele e formas do corpo em revistas femininas ou masculinas como Playboy, Sexy, NOVA, Claudia, entre outras.

De curiosidade entrei no site da Ralph Lauren (http://www.ralphlauren.com/) para dar uma olhada mais aprofundada, e gostei do que vi. Ao contrário deste anúncio, vi modelos lindas, belas fotos e um conceito de beleza plausível. Acredito que foi um caso isolado, mas fica a lição para a empresa, que enfrentou uma enxurrada de críticas negativas ao redor do mundo ao apregoar um modelo de beleza esquelético, que beira o doentio. Posteriormente, a empresa admitiu o uso do Photoshop para deformar a modelo. A matéria foi publicada no portal G1, da Globo.com. Sendo assim, cada vez que manipulamos uma imagem devemos ter consciência da nossa responsabilidade social e sobre a imagem da nossa empresa ou do nosso cliente que assina o anúncio, peça publicitária ou imagem. Portanto, cuidado ao usar o filtro Liquify (Dissolver)!